Um amigo me manda um poema do Álvaro de Campos, uma daquelas pessoa do Pessoa, tratando da imprensa portuguesa, que, se transladado geograficamente, é a melhor descrição da imprensa tupiniquim, salvo, claro, as honrosas exceções.
Ora porra!
Álvaro de Campos
Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.
De todos os pseudônimos (google piras de Fernando Pessoa), Álvaro de Campos é o melhor de se ler.
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